Antonio Marcos Pereira

Olá:

16/10/2009 · 5 Comentários

Antonio Marcos Pereira é um nome comum: pra confirmar se sou eu mesmo quem você procura, saiba que nasci em Salvador e morei muitos anos em Belo Horizonte, onde fiz quase toda minha formação: a UFMG é minha alma mater.

Minha principal atividade profissional é ensinar: assim ganhei a vida quase a vida inteira. Já fui professor de Inglês, e também lecionei por vários anos as disciplinas ligadas a cultura e sociedade – Antropologia, Sociologia da Comunicação, Realidade Brasileira, etc – no curso de Comunicação de uma IES privada. Além do ensino, houve um breve período em que trabalhei em uma loja de discos e outro período em que quis ser DJ – esses itens pertencem a uma época remota, mas adicionam certo glamour à biografia, por isso estão aqui. Mais recentemente trabalhei com muito empenho e alegria em uma ONG, como redator de projetos e uma espécie de consultor genérico para assuntos aleatórios. Também me esforcei aqui e ali como tradutor Inglês/Português – durante anos acreditei que ia investir em carreira dupla, mas pouco a pouco a tradução foi ficando pra trás (é um trabalho do cão), e hoje só faço isso muito eventualmente, e mais como revisor técnico do que propriamente como tradutor. Desde 2007 sou Professor Adjunto no Departamento de Letras Vernáculas do Instituto de Letras da UFBA,  faço parte de um grupo de pesquisa que ajudei a criar e serei até 2011 tutor do grupo PET do Instituto.

Trabalho principalmente como um linguista interessado em questões metodológicas na área que conecta linguística e antropologia e, por essa via, nos problemas que circundam essa coisa que chamamos de “texto” (o que é, como se faz) e esse negócio que chamamos de “leitura” (o que é, como se faz e, em particular, como se fez: gosto muito de estudos históricos e comparativos das práticas de leitura e escrita): esse pacote é tipo o carro chefe de meus interesses profissionais. Mas também escrevo resenhas e comento literatura para o caderno Prosa & Verso do Globo, sou um entusiasta e orgulhoso membro fundador da Copa de Literatura Brasileira e pesquiso – isto é: exploro de um jeito mais ou menos consistente e sistemático, que quer ser organizado – a produção ensaística contemporânea manifesta no trabalho de alguns autores que curto, como Saer, Piglia, Sebald, Marías, Bolaño, Aira, Barthes, Lem, Borges, Bernardo Carvalho. Mas há muitos autores que admiro – como Tchekhov, Kafka, Sherwood Anderson, Carver, James Agee, Di Benedetto, Munro, Cheever, Cormac McCarthy, Bowles, Tiptree, Joseph Mitchell, Heródoto – que não cabem nesse tipo de trabalho: esses eu “só” leio. O fato é que gosto muito de literatura, e desde que me entendo por gente gosto de estar perto de coisas e pessoas que tem a ver com livros e leitura, e isso define bem meu espaço ideal de trabalho e minhas predileções. Se você quer informações mais tecnicamente precisas a respeito do meu trabalho, vai encontrar aqui.

Escrevi de 2003 a 2009 um blog que ficava aqui nesse endereço, o Ozu: foi produzido inicialmente como uma tentativa de publicar, no sentido mais óbvio e rasteiro possível, alguns resultados de umas tantas oficinas de criação literária que fiz. Para aproveitar a leveza de outro significante e o fato de que gosto mesmo de escrever essas coisas mais casuais e sem muita cobrança de procedimentos, escrevo agora de vez em quando mais ou menos sobre os mesmos assuntos de sempre (ficção, memória, música, trabalho, amigos) aqui, no ensaio.

Estou no orkut, no facebook, no twitter, no formspring: eu gosto dessas coisas. E aqui vai meu email – mas dê um desconto na hora de esperar resposta urgente (isso vale especialmente se você é meu aluno ou aluna e está desejoso pela resolução de um problema ou por uma nota: por favor, dê um tempo, em geral eu respeito a demanda e respondo).

É isso.

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5 respostas Até agora ↓

  • diego roberto giesel // 17/10/2009 às 2:07 AM | Responder

    tava procurando o ozu e encontrei isso!
    ha ha .. figura

    P.S o que que é aquele vida do santos lá. jesus aquilo lá é lindo de morrer.
    Deveria publicar, em papel, aqui lá.
    vlw por me seguir no twitter! um abraço!

  • Marília Velano // 21/10/2009 às 10:09 AM | Responder

    aeee
    continuarei seguindo.
    um abraço,
    Marília

  • Lauro Mesquita // 22/10/2009 às 1:54 AM | Responder

    Que maravilha Antônio Marcos! Vou colocar na lista do Guaci já!

  • Marcelo // 22/10/2009 às 12:31 PM | Responder

    Pô, Zé…

    Eu gostava tanto do Ozu… Nunca te disse antes porque esperava poder dizer pessoalmente, mas esse lugar me prestava um refugio propositivo e acolhedor para horas incertas… “Cálido” e com um buquê de Rémy Martin e leves notas de índica ainda sem queimar conjugados com um pouco de poeira, umidade e mofo de livros antigos (velhos?) era como eu o percebia… O “tinha” como a uma poltrona bem gastada, bem surrada, lá na sua -qualquer- casa, mas que só estava lá quando eu resolvia ir te visitar, sem nem mesmo ter perguntado antes se você ia estar… e o melhor era que, estivesse você ou não, eu podia sempre entrar…! e sentar na minha poltrona, deixar os sentidos livres e, sobretudo, te ler… Isso era bom, bom… Enfim, vou sentir falta do Ozu… Talvez agora eu tente remediar essa falta e “sucedanear” esse lugar dando um passo em direção às locações do Yasujiro (vencerei por fim minha resistência ao cine nipônico/oriental?)…
    Mas o que sim sei é que lá ainda vou sentir saudades de você também, que é bem querido e bem “dishcarado”…

    Um abraço do seu amigo que sempre vai esperar e cobrar tua visita em Barcelona.

  • Avery // 29/10/2009 às 6:03 PM | Responder

    Gosto do jeito como o Antônio Marcos descreve coisas velhas, mas úteis. É um antiquário.

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